punk hasta la muerte!

6 Dez

Quando eu tinha uns 14 anos comecei a ouvir Punk rock e me interessar por essa coisa toda, que mais tarde foi marcar, foder (no bom sentido) e contribuir quase que 100% para eu ser o que eu sou hoje em dia.
O punk me abriu inúmeras portas e me mostrou muita coisa, desde livros, bandas, ideologias, estética e rapazes – claro.
Numa dessas de rapazes, ideologia e bandas, apareceu na minha frente um som que me fez rabiscar a parede inteira do meu quarto com os seguintes versos:

“No creo en las banderas, que defienden tu nación, no creo en las fronteras que dividen la razón.
Quiero ser libre, como las olas del mar, mezclar mi sangre roja, como la de todos los demás.”
(“Não acredito nas bandeiras que defendem sua nação, não acredito nas fronteiras que dividem a razão;
Quero ser livre, como as ondas do mar e misturar meu sangue vermelho como o de todos os demais.”)

Esses versos que caíram como uma luva para tudo o que me indignava e me revoltava, e ainda mais escritos dessa maneira tão poética, são da banda Los muertos de Cristo. Era a única informação que eu tinha, já que naquela época era um pouco mais difícil comprar LP dessas bandas mais obscuras ou ver fotos dos caras ou conseguir o endereço
para escrever uma carta. Ou talvez eu que fosse preguiçosa. Mas pirava de montão quando essa música tocava no meu toca-fitas.
Passados mais de 10 anos – a parede que tinha esses versos já não existe mais, alguns rapazes foram, outros vieram, já acredito em outras coisas que costumava acreditar eu não tenho mais o cabelo rosa e tampouco essa fita K7 – descobri graças à wikipedia,  que essa banda é de Utrera, Sevilla (España) e foi formada em 1989. Como vocês puderam perceber, as letras são bem anarquistas e todos os álbuns são autogestionados, com livrinhos informativos. O primeiro disco chama Punk’s not Dead’91 e é de 1991.
Mas é o Los Pobres No Tienen Patria de 1999 que me faz chorar. Não é o tipo de som que eu ouço hoje em dia (fui para o punk rock inglês, passei pelo Oi! e estacionei no 77, principalmente na cena de Belfast do final dos anos 70), mas quando ouço esse som aí lavo a alma e bate aquela nostalgia gostosa.
Como esse verso é muito grande e não dá pra tatuar, acho que vou escrever no meu epitáfio.

Arrasta o sofá e solta o pogo.

Isa

Uma resposta to “punk hasta la muerte!”

  1. Fravo Dezembro 13, 2010 às 5:41 pm #

    Não sabia que você tinha gostado tanto de LMDC quando te mostrei haha foi na mesma época que eu estava descobrindo essas coisas…
    Mas você foi ouvir essas pilantragens ae de 77 HAHAHHA e eu fui abençoado pelo deus do heavy fuckin’ metal loud and proud e com tênis de astronauta haudhafoiuhauifha
    (L)

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: